Greve em Araras: no 3º dia, sindicato e prefeitura não entram em acordo após negociação
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Araras entra no 3º dia de greve; sindicato e prefeitura se reúnem para negociação
Os servidores municipais de Araras (SP) decidiram continuar com a greve, que está no 3º dia, após reunião realizada com a prefeitura na manhã desta quarta-feira (11). Com base em uma decisão judicial, a administração notificou a categoria para que todos os serviços tenham, no mínimo, 70% do quadro de profissionais trabalhando durante a paralisação.
A decisão também determina a manutenção de 100% das atividades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Guarda Civil Municipal (GCM). Conforme apurado pelo g1, cerca de 1,4 mil trabalhadores aderiram à greve, que tem afetado serviços municipais como saúde, educação, transporte público e coleta de lixo.
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Representantes da prefeitura e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa) realizaram uma nova reunião para discussão dos itens de pauta de reivindicações da categoria. Na ocasião, a administração apresentou uma nova proposta de reajuste salarial de 5%, sendo os 4,41% da inflação, oferecidos anteriormente, mais 0,59% de ganho real.
Em relação ao vale-alimentação, a prefeitura manteu a proposta, concedendo aumento de pouco mais de 42%, totalizando R$ 500. A administração também se comprometeu a finalizar, ainda neste ano, o plano de carreira dos servidores, solicitado há mais de 25 anos pela categoria.
Sobre as reclamações do convênio médico, foi agendada uma reunião para sexta-feira (13), entre governo, sindicato e representantes da nova empresa, para repassar informações de operacionalização, rede credenciada e funcionamento a partir do dia 16 de março.
"A nova proposta, considerada vergonhosa, foi rejeitada por unanimidade pelos servidores na assembleia [...]. Ainda na votação, os trabalhadores aprovaram a continuidade da greve", disse o Sindsepa em nota.
Araras entra no 3º dia de greve: sindicato e prefeitura não entram em acordo após nova negociação
Prefeitura de Araras
Decisão judicial
A prefeitura notificou o sindicato a cumprir a decisão judicial de manter o mínimo de 70% de todos os servidores públicos municipais em suas atividades, além de permanecer em 100% de atividade os serviços do Samu e GCM o que, de acordo com a administração, não está sendo cumprido.
De acordo com a prefeitura, a notificação baseia-se em uma decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), na noite de terça-feira (10). Em caso de descumprimento por parte do sindicato, a multa diária será de R$ 10 mil.
Em nota, o Sindsepa disse que desde o início da greve o sindicato orientou os servidores que prestam os serviços essenciais a não pararem durante a paralisação da categoria e que seguirá a determinação da Justiça. "Vamos cumpri-la integralmente, pois o sindicato sempre prezou pelo respeito à legislação".
Servidores municipais aderem à greve em Araras e serviços são impactados com a paralisação
EPTV/Reprodução
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Greve
A categoria, que está em greve desde a última segunda-feira (9), reivindica 40 itens, mas os principais são a mudança sofrida no convênio médico, o aumento salarial oferecido sem aumento real e o vale-alimentação que, de acordo com eles, é o menor da região.
No início da greve, a Prefeitura de Araras enviou uma nota dizendo que enfrenta uma crise financeira. A proposta apresentada , inicialmente, foi de um reajuste de 4,41% no salário dos servidores e acréscimo de 42% no vale-alimentação.
Na ocasião, a administração municipal se comprometeu a finalizar, ainda neste ano, o plano de carreira que a categoria espera há mais de 25 anos. No entanto, mesmo com parte dos servidores parados, a prefeitura não agendou uma reunião para discutir as propostas com o sindicato.
Eliana Ferreira Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa), disse que a categoria tem três pontos principais na lista com 40 reivindicações. Ainda não há um balanço com a quantidade de profissionais que aderiram à greve.
"O número 1 é o convênio médico que teve uma mudança drástica, não está agradando os servidores, está causando grande desespero a mudança. O aumento salarial, que nos foi oferecido apenas a inflação e nós estamos partindo para o terceiro ano sem aumento real, e o vale-alimentação nosso que segue sendo o mais baixo da região", disse Eliana.
Servidores municipais aderem à greve em Araras e serviços são impactados com a paralisação
EPTV/Reprodução
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